Seu direito à saúde é prioridade! Se está enfrentando essa situação, não hesite em buscar auxílio médico e jurídico para garantir o melhor para você ou seu familiar.
agosto 11, 2026
Não deixe que a negativa comprometa sua saúde e visão. Busque orientação médica e jurídica para garantir o melhor tratamento possível.
agosto 11, 2026

Cirurgia MIGS para glaucoma: cobertura obrigatória?

Se você foi diagnosticado com glaucoma e seu médico recomendou a cirurgia MIGS (Minimally Invasive Glaucoma Surgery), talvez esteja se perguntando se o seu plano de saúde é obrigado a cobrir esse procedimento. A dúvida é comum, pois a MIGS é uma técnica relativamente nova, e muitas pessoas enfrentam negativas ou restrições para realizar o tratamento pelo plano.

Neste texto, vamos esclarecer de forma clara e completa tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia MIGS para glaucoma e a cobertura pelos planos de saúde, respondendo às principais dúvidas jurídicas, explicando a legislação, os direitos do paciente e o que fazer em caso de negativa.

O que é a cirurgia MIGS para glaucoma?

A cirurgia MIGS, que em português significa Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma, é um procedimento moderno desenvolvido para reduzir a pressão intraocular em pacientes com glaucoma, evitando ou adiando a necessidade de cirurgias mais invasivas.

Ela utiliza dispositivos pequenos e técnicas menos agressivas, proporcionando recuperação mais rápida, menos riscos e menos efeitos colaterais comparado às cirurgias tradicionais para glaucoma.

Por que a cirurgia MIGS é importante para pacientes com glaucoma?

O glaucoma é uma doença ocular que danifica o nervo óptico, podendo levar à perda irreversível da visão. O controle da pressão intraocular é fundamental para evitar a progressão da doença.

A cirurgia MIGS é indicada para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento clínico (colírios e medicamentos) e buscam uma alternativa mais segura e eficaz para controlar a pressão ocular.

A cirurgia MIGS está no rol da ANS?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o órgão regulador dos planos de saúde no Brasil e define um rol de procedimentos que os planos são obrigados a cobrir.

Até o momento, a cirurgia MIGS não está expressamente incluída no rol de procedimentos da ANS. Isso ocorre porque a técnica é relativamente nova e ainda em processo de avaliação para inclusão no rol.

O que isso significa para o paciente?

A ausência da cirurgia MIGS no rol da ANS gera dúvidas sobre a obrigatoriedade da cobertura pelos planos de saúde.

Rol da ANS: taxatividade ou exemplificatividade?

Por lei, o rol da ANS tem sido interpretado como taxativo, ou seja, o plano só é obrigado a cobrir os procedimentos listados. Porém, existem exceções, especialmente quando o procedimento é imprescindível para a saúde do paciente.

O que diz a legislação e a jurisprudência sobre a cobertura da cirurgia MIGS?

Constituição Federal

A Constituição assegura o direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. Isso implica que o paciente deve ter acesso ao tratamento adequado, mesmo que ele não esteja listado no rol da ANS, desde que seja necessário e indicado por médico.

Código de Defesa do Consumidor (CDC)

O contrato do plano de saúde é regido pelo CDC, que protege o consumidor contra cláusulas abusivas e negativa injustificada de cobertura.

Decisões judiciais

Diversos tribunais brasileiros têm decidido que, mesmo que o procedimento não esteja no rol da ANS, o plano deve custear tratamentos e procedimentos indicados como essenciais por médicos especialistas, sob pena de violar o direito à saúde.

Posso exigir que meu plano cubra a cirurgia MIGS?

Sim, especialmente se a cirurgia for indicada por médico especialista como única ou melhor alternativa para controlar o glaucoma e preservar sua visão.

O que fazer se o plano negar a cobertura da cirurgia MIGS?

1. Solicite justificativa por escrito

Peça ao plano a justificativa formal da negativa, para saber os motivos exatos.

2. Reúna laudo e parecer médico

Garanta que seu médico emita um laudo detalhado explicando a indicação da cirurgia MIGS, a gravidade do seu caso, os riscos de não fazer o procedimento e as limitações dos tratamentos convencionais.

3. Tente resolver administrativamente

Leve essa documentação ao plano e solicite a revisão da negativa.

4. Registre reclamação na ANS

Caso a negativa persista, registre reclamação na ANS. O órgão pode intermediar a situação e exigir esclarecimentos do plano.

5. Busque auxílio jurídico

Se não houver acordo, procure um advogado especializado em direito à saúde para avaliar a possibilidade de ação judicial.

Como funciona a ação judicial para garantir a cirurgia MIGS?

Pedido de tutela antecipada

Em situações urgentes, o juiz pode conceder uma decisão rápida (tutela antecipada) para que o plano autorize o procedimento imediatamente.

Documentos necessários

Laudo médico detalhado

Negativas do plano

Documentos pessoais e contrato do plano

Fundamentação jurídica

Direito constitucional à saúde

Código de Defesa do Consumidor

Jurisprudência favorável

Possíveis resultados

Se a decisão for favorável, o plano será obrigado a custear a cirurgia MIGS, inclusive podendo ser condenado a pagar multas por descumprimento.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. A cirurgia MIGS está disponível em todos os planos?

Depende do tipo de plano e da cobertura contratada, mas muitos planos ainda negam a cirurgia alegando ausência no rol da ANS.

2. Existe alternativa à cirurgia MIGS?

Sim, cirurgias tradicionais para glaucoma, mas elas são mais invasivas e com maior risco de complicações.

3. Posso conseguir a cirurgia MIGS judicialmente?

Sim, com laudo médico e documentos comprobatórios, a justiça tem concedido essa cobertura.

4. O que é tutela antecipada?

É uma decisão judicial rápida que autoriza o procedimento antes do julgamento final da ação.

5. Quanto tempo demora uma ação judicial para esse caso?

Pode variar, mas a tutela antecipada costuma garantir autorização em dias ou semanas.

Dicas para pacientes que precisam da cirurgia MIGS

Mantenha acompanhamento com seu oftalmologista especializado em glaucoma.

Guarde toda a documentação médica e respostas do plano.

Seja proativo na comunicação com o plano.

Procure ajuda jurídica o quanto antes para evitar atrasos no tratamento.

Use os canais da ANS para reclamações e orientações.

Conclusão

A cirurgia MIGS para glaucoma representa uma importante inovação para o tratamento da doença, oferecendo menor risco e maior eficácia. Embora ainda não conste no rol da ANS, o paciente tem o direito constitucional e consumerista de receber o tratamento adequado, especialmente quando indicado por médico.

Se o seu plano de saúde negar a cobertura da cirurgia MIGS, saiba que existem caminhos legais para garantir seu direito, incluindo reclamações à ANS e ações judiciais.